sábado, 5 de junho de 2010

Alguma coisa sobre a classificação vocal...


Afinal, é sempre bom aprendermos e conhecermos sobre o nosso "instrumento", né?!
Seguem as classificações, com alguns exemplos de onde podem ser encontradas.


Beijos e abraços!

Edu.


SOPRANO

É a voz feminina mais aguda. O termo deriva do italiano sopra, que significa acima, ou seja, a voz instrumental ou humana que se situa acima de todas as outras.

Coloratura. A mais alta região de todas, requerendo geralmente uma abilidade de cantar com agilidade e mesmo de forma acrobática. Exemplo: a Rainha da Noite n'A Flauta Mágica de Mozart.

Lírico.Leve e flexível, geralmente com uma qualidade "brilhante". Exemplo: Agathe em Der Freischütz, C M von Weber.

Dramático. Marcada por potência vocal e habilidade declamatória. Exemplo, Isolda em Tristão e Isolda de Wagner.

Dugazon. Uma cantora que se especializa em papéis "soubrette", geralmente envolvendo uma atuação "inteligente", corajosa ou com grande espirituosidade. A característica vocal é de uma soprano leggiero. O termo se origina de uma expoente francesa do gênero, Louise Rosalie Dugazon (1735-1821), que recriou 60 papéis na Opera-Comique. Dependendo da idade do personagem retratado, uma parte dugazon pode ser uma 'jeune dugazon' ou uma 'mere dugazon'. O papel de Ellen na ópera Lakmé de Delibes é definida não como soprano mas como uma dugazon. Exemplos de papéis soubrette são Despina em Cosí fan tutte, Blonde em O Rapto do Serralho, as últimas de Mozart, e Adéle em Die Fledermaus de Strauss.

Falcon. Tipo de soprano dramático denominado a partir de Marie-Cornelie Falcon (1812-1897), outra artista de destaque parisiense. Os papés para os quais o termo se aplica incluem Rachel em La Juive de Halevy, Alice em Robert le Diable de Meyerbeer, e Valentin em Les Huguenots de Meyerbeer.

Leggiero. Leve, o termo italiano para soprano lírico. Mais um exemplo: Änchen em Der Freischütz, C M von Weber.

Sfogato. Uma soprano com voz muito aguda, leve, fácil, magra. Vem do termo italiano que significa "descarregado", em inglês 'unburdened'.

Spinto. Uma voz lírica capaz de soar possantemente ou dramaticamente em momentos de clímax. Derivado do italiano "empurrado". Para sopranos, o termo completo é lírico spinto, com a Mimi de La Boheme, Madama Butterfly, ambos de Puccini, como exemplos clássicos. Para tenores,vide abaixo.

MEZZO-SOPRANO, MEIO-SOPRANO

Uma voz feminina intermediária à do soprano e do contralto, vide abaixo, compartilhando regiões de alturas e qualidades sonoras de ambas. Embora algumas mezzos tendam a mover definitivamente à classificação de soprano, este tipo de voz intermediária é normalmente considerada como ligeiramente mais próxima à do contralto. O papel de mezzo-soprano mais conhecido é da Carmem, da ópera homônima de Bizet. Outros exempos: Dorabella em Cosí fan tutte, Oktavian em Der Rosenkavalier, o Compositor em Ariadne auf Naxos, estas duas de R Strauss. Em certos casos, uma cantora pode vir a se descrever como mezzo-contralto, por possuir uma extensão mais baixa que uma mezzo.

CONTRALTO

É a voz feminina mais grave. O termo deriva do latim altus , significando "agudo", mas se referindo à faixa aguda da voz masculina, atualmente denominada contra-tenor (vide abaixo), empregado na música sacra antiga. A voz feminina contralto tem papel essencial na música coral bem como na ópera. Extensão normal de aproximadamente duas oitavas a partir do Mi2 ou Fá2 , abaixo do Dó3 central.

Cotralto dramática: Ulrica em Un Ballo in Maschera, de Verdi.

TENOR

Contra-tenor. Uma voz relativamente muito aguda, freqüentemente fazendo uso de falsetto. Originariamente um contralto masculino.

Heldentenor. Termo alemão para uma voz com qualidade e intensidade "heróica"; o protagonista wagneriano típico. Exs. Huon em Oberon de Weber, Bacchus em Ariadne auf Naxos de Strauss.

Spinto. O tenor equivalente ao soprano lírico spinto acima. Alfredo na La Traviata de Verdi pode ser mencionado como um papel de tenor spinto.

Heróico. Equivalente ao Heldentenor ou Spinto. Descrito usualmente para o papel de Tristão.

Tenore buffo. O segundo tenor de uma compania de ópera; cantor que se especializa em papéis cômicos. Exemplo: Pedrillo em O Rapto do Serralho de Mozart.

Tenor di forza. Uma voz heríoca, potente; equivalente ao Heldentenor, do alemão. Pode ser chamado de tenor dramático. Um caso típico é o de Otello de Verdi.

Tenore robusto. Levemente menos potente que um tenore di forza; entretanto, na maoria dos casos os termos são intercambiáveis.

Tenore di grazia. Leve e gracioso, um tenor lírico. Um exemplo é o Duque de Mantua em Rigoletto de Verdi.

Tenor lírico: Tamino na Flauta Mágica de Mozart.

Trial. Um tenor com voz aguda, "fina", anasalada. O termo se origina em Antoine Trial, um tenor operístico popular em Paris no século XVIII. Na ópera de Ravel L'Heure Espagnole, a "dramatis personae" exige a um trial para cantar o papel de Torquemada, o relojoeiro.

BARÍTONO

Barítono-Martin. Um barítono agudo, que se aproxima da extensão do tenor. É um tipo de voz particularmente apreciada na França, nomeada a partir de Jean Blaise Martin (1769-1837), que supostamente podia atingir o Dó agudo (Dó 4) com facilidade. O papel de Ramiro na L'Heure Espagnole de Ravel é especificada para um barítono-martin.

Barítono-Baixo ou Baixo-barítono. Uma voz masculina intermediária ao barítono e baixo, vide abaixo, compartilhando regiões de alturas e características sonoras de ambas. Utilizada freqüentemente na ópera; o Don Giovanni de Mozart é muitas vezes cantado por um barítono-baixo.

Barítono heróico. Em obras wagnerianas, como Hans Sachs em Os mestres Cantores de Nürenberg.

Barítono de caráter; Pizzarro em Fidelio de Beethoven.

Barítono lírico. Fígaro em o Barbeiro de Sevilha, Rossini.

BAIXO

Basso buffo. Um baixo ágil, flexível, adequado para papéis cômicos na ópera.

Basso cantante. Literalmente, um baixo-cantante; voz adequada para papéis líricos.

Basso profondo. O mais grave de todos. Apropriado para as árias de Sarastro na Flauta Mágica de Mozart e na ópera de Henry W. Petrie, Asleep in the Deep (Adormecido nas Profundezas). Às vezes chamado de baixo-sério.

Contra-basso. Outro termo para basso profondo; usado freqüentemente por cantores russos com notas escepcionalmente graves.

Baixo de caráter: Alfonso em Cosí fan Tutte, de Mozart.

Baixo bufo ligeiro e sério: Osmin em o Rapto do Serralho, de Mozart.


Referências bibliográficas:

Kupferberg Herbert (1986). 'The Book of Classical Music Lists' , Ed. Facts On File, New York, 1986, ISBN 0-8160-1163-X.

Atlas de Musica

Kennedy M (1980). The Concise Oxford Dictionary of Music, Oxford University press.

Sundberg J (1987). The Science of the Singing Voice, Northern Illinois university Press, Dekalb, Ill.



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Talentos musicais que você ainda não conhece

Todo mundo tem acesso a absolutamente tudo do universo musical na internet (e de todos os outros assuntos, mas vamos manter o nosso foco... rs).

Além de ver clipes, baixar músicas, saber toda a agenda de shows (e porque não dizer, as fofocas da vida pessoal) do seu cantor favorito, é uma excelente ferramenta pra conhecer músicos desconhecidos para nós. Através da internet você tem a oportunidade de conhecer o trabalho de artistas do mundo inteiro, de bandas que nunca tocaram nas rádios brasileiras, e daqueles talentos surpreendentes que as grandes produtoras musicais teimam em não dar valor.

Pensando nisso, eu fiz uma pesquisa e levantei alguns sites ótimos para conhecer o que rola de novo pelo Brasil e pelo mundo:

Jamendo
http://www.jamendo.com/br
Nesse site você pode baixar gratuitamente as músicas sem se preocupar em estar colaborando com a pirataria, pois todo download das canções tem o consentimento legal dos respectivos artistas! É livre, legal, e ilimitado!

The Sixty One
http://www.blogger.com/www.thesixtyone.com
Este site é perfeito pra quem é ligado em redes sociais e é apaixonado por música. No The Sixty One, você ouve a música de um determinado artista enquanto vê fotos, informações e muito mais sobre ele. Você pode deixar comentários sobre o que achou da banda ou da música, e se você não gostar, é só clicar na setinha e partir pro próximo artista!

Stereo Mood
http://stereomood.com/
Dentro de cada música existe um sentimento, pensando nisso este site trabalha selecionando músicas de acordo com seu humor e atividades. Clique em algum estado de espírito e então o Stereomood escolhe uma playlist de músicas que se encaixam nesse perfil. Muito legal.

Grooveshark
http://www.blogger.com/www.grooveshark.com
O site Grooveshark, é feito todo em flash, permitindo ao usuário ouvir músicas on-line, sem fazer o download delas! O interessante são as opções de quem acessa, podendo usufruir de uma usabilidade ótima, criando facilmente playlists dos artistas que você tanto gosta. E ao clicar na função Radio, o próprio site seleciona as músicas relacionadas ao estilo que você gosta!

No meio de tanta música você vai ouvir hits super conhecidos, mas a maioria das canções são novas – ou pouco divulgadas - no mercado musical brasileiro.

Sair do conhecimento comum estimula nossa criatividade, abre nossa mente, aumenta nosso repertório e, claro, desenvolvemos nosso senso crítico. Pois nem tudo o que vamos encontrar é bom, tem muita porcaria. Cabe a nós fazermos esse filtro.

Este é o “Nós, Voz e Eles” incentivando e divulgando os novos talentos musicais do mundo! :-)

Beijos,
Adriana

terça-feira, 1 de junho de 2010

Um ninar, uma linda canção.

Eu gostaria de escrever sobre um tema que exalta muito o meu sentimento de gosto pela música e também pelo canto. Que me faz pensar que por mais simples que seja uma composição e por mais simples que seja uma pessoa cantando sem acompanhamento algum, e até mesmo desafina, ela pode prover grandes sentimentos e estes podem quebrar qualquer barreira. O exemplo que vou citar mostra que uma simples melodia pode quebrar preconceitos, livre de qualquer religião, cor, raça ou fronteiras entre nações.

Há um tempo atrás eu recebi um vídeo de um rapaz, um ex desenvolvedor de jogos do Canadá que cansado de produzir jogos com armas, tiros e morte, resolveu viajar o mundo afora. Pelos lugares onde ele passava ele fez uma compilação de um vídeo onde ele dançava de maneira muito estranha porém divertida ao som de uma música muito tranqüila e ao mesmo tempo empolgante. Esse rapaz é Matt Harding e o site dele é http://www.wherethehellismatt.com . A musica que podemos ouvir no vídeo é Sweet Lullaby Dancing Remix da banda Deep Forest, porém ao fundo pode-se se ouvir uma mulher cantarolando em uma língua não muito comum. Através do site dele eu consegui descobrir a fonte daquela canção, foi onde eu fiquei ainda mais encantado. Vou tentar resumir o que aprendi sobre a aquela canção através dos vídeos do próprio site.

Em 1971 o etnomúsicologista Hugo Zemp viajou até as Ilhas Salomão até um lugar chamado Fataleka, perto de Papua na Nova Guiné. Ele gravou aquela mulher cantando uma canção de ninar, essa canção é conhecida como Rorogwela e faz parte da tradição da tribo Baegu que felizmente foi preservada. A Mulher que canta essa canção nas gravações chama-se Afunakwa. Em 1992 a banda Deep Forest utilizou e mixou a gravação em sua música "Sweet Lullaby" que vendeu 3 milhões de cópias tornando-se um hit pop internacional. Em 2003 o Matt usou a música em seus vídeo que se tornou um viral, as pessoas gostaram como ele mesmo diz. Matt ficou tão encantado com a melodia e o sucesso do vídeo que foi e busca de suas origens como uma forma de recompensa, e visitou as Ilhas Salomão em 2007. Nessa visita Matt descobriu que Afunakwa teria morrido a uns 10 anos, ele conheceu o filho mais novo dela que teria entre 50 e 60 anos. Ele diz no site que gostaria muito de conhecê-la, embora ainda existam membros da tribo que podem cantar a canção.

Podemos ver o vídeo da visita de Matt à Ilhas Salomão e conhecer a música Rorogwela, nesse vídeo o filho de uma das primas de Afunakwa tenta explicar, com suas palavras, a história e o significado da canção:





A canção fala de uma irmã mais velha e de seu irmão mais novo, órfãos de pai. A Irmã mais velha tenta acalmar seu pequeno irmãozinho que chora. A tradução provavelmente incerta da letra seria esta:


Irmãozinho, irmãozinho, pare de chorar, pare de chorar
Embora você esteja chorando e chorando, quem mais vai carregar você?
Quem cuidará de você, nós dois agora estamos sem pais
Da ilha dos mortos, seus espíritos continuarão a cuidar de nós
Assim como a realeza cuida, com toda a sabedoria, de cada lugar.

Irmãozinho, irmãozinho mesmo no grande paraíso
Esta canção soará em todos os cantos do jardim,
Da ilha dos mortos, seu espírito continuarão a cuidar de nós

Irmãozinho, irmãozinho, pare de chorar, pare de chorar
Embora você esteja chorando e chorando, quem mais vai carregar você?
Quem cuidará de você, nós dois agora estamos sem pais
Da ilha dos mortos, seu espírito continuarão a cuidar de nós


Em inglês:

Little brother, little brother, stop crying, stop crying
Though you are crying and crying, who else will carry you
Who else will groom you, both of us are now orphans
From the island of the dead, their spirit will continue to look after us
Just like royalty, taken care of with all the wisdom of such a place

Little brother, little brother even in the gardens
This lullaby continues to the different divisions of the garden,
From the island of the dead, their spirit will continue to look after us

Little brother, little brother, stop crying, stop crying
Though you are crying and crying, who else will carry you
Who else will groom you, both of us are now orphans
From the island of the dead, their spirit will continue to look after us



E na língua original Baegu:

Sasi sasi ae ko taro taro amu
Ko agi agi boroi tika oli oe lau
Tika gwao oe lau koro inomaena
I dai tabesau I tebetai nau mouri
Tabe ta wane initoa te ai rofia

Sasi sasi ae kwa dao mata ole
Rowelae e lea kwa dao mata biru
I dai tabesau I tebetai nau mouri

Sasi sasi ae ko taro taro amu
Ko agi agi boroi tika oli oe lau
Tika gwao oe lau koro inomaena
I dai tabesau I tebetai nau mouri


Para terminar ess post, coloco aqui o primeiro vídeo do Matt feito com a música, vídeo que me permitiu conhecer essa melodia tão encantadora.




Abraços e durmam com os anjos.
Léo

Voz Humana

A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais e é modificado pela boca, lábios e a língua.

A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a necessidade do homem de se agrupar e se comunicar. Ela é produto da nossa evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso, respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos, harmoniosamente atuando para que se possa obter uma emissão eficiente. É importante sabermos que as pregas vocais, que são dois pares de músculos (formando o tíreo-aritenóideo) que, primordialmente, não foram feitos para o uso da voz. Esta foi uma função na qual a laringe (local onde se encontram as pregas vocais) se especializou. Mas estes músculos foram desenvolvidos, em primeiro lugar para as funções de respiração, alimentação e esficteriana.

A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.

À emissão de uma voz saudável, damos o nome de eufonia. A uma voz doente, ou seja, com alguma de suas características alterada, damos o nome de disfonia. A disfonia pode ser orgânica, funcional ou mista (orgânica-funcional). Ela não é uma doença, mas o sintoma, uma manifestação de um mau funcionamento de um dos sistemas ou estruturas que atuam na produção da voz.

A disfonia pode e deve ser tratada. O profissional que trata da voz é o fonoaudiólogo (terapeuta da fala). Geralmente este profissional trabalha em conjunto (no caso da voz) com o otorrinolaringologista ou o laringologista. Pode, ainda, trabalhar com o professor de canto.

A voz sofre muita influência de hormônios e de nossas emoções. É comum ouvir pessoas que estão muito tristes ou nervosas, roucas. A rouquidão é um tipo de disfonia.

Nunca devemos esquecer-nos de que falamos para o outro. A comunicação, a linguagem verbal, o uso da voz, isso só tem sentido quando temos o outro e quando nos fazemos entender para este outro. A voz é um recurso importante para esse entendimento. Ela pode dizer quando estamos interessados em alguém, quando estamos cansados, quando estamos tristes, alegres, nervosos, quando acabamos de acordar, quando estamos em um ambiente ruidoso, quando estamos calmos ou quando estamos exercendo uma atividade em que a voz é o diferencial.

A voz é produzida quando o ar expiratório (vindo dos pulmões) passa pelas pregas vocais, e por nosso comando neural, por meio de ajustes musculares, faz pressões de diferentes graus na região abaixo das pregas vocais, fazendo-as vibrarem. Esse mecanismo se assemelha ao balão, quando o secamos apertando sua "boca", provocando um ruído agudo, fruto da vibração da borracha.

Não podemos esquecer que voz é som, e som é igual a onda sonora. O ar expiratório, que fez as pregas vocais vibrarem, vai sendo modificado e os sons vão sendo articulados (vogais e consoantes). Depois, emitidos pela boca, fazem a onda sonora que vai atingir a cóclea do ouvinte. Aí é que a voz é ouvida.

As pregas vocais vibram muito rapidamente. Nos homens, esse número de ciclos vibratórios fica em torno de 125 vezes em 1 segundo. Na mulher, que tem voz, geralmente, mais aguda, o número aumenta para 250 vezes por segundo. A essa característica damos o nome de freqüência. Vale recordar que as pregas vocais do homem têm mais massa e são menos esticadas que as da mulher (como no violão, as cordas mais esticadas são mais agudas e vibram mais que as cordas mais graves. Daí, inclusive, que vem a expressão "pregas vocais").

O Timbre da Voz Humana

O timbre da voz humana depende das várias cavidades que vibram em ressonância com as pregas vocais. Aí se incluem as cavidades ósseas, cavidades nasais, a boca, a garganta, a traquéia e os pulmões, bem como a própria laringe.

Os seis timbres vocais mais conhecidos são os de baixo, baritono e tenor para os homens e soprano, mezzo e contralto para mulheres, apesar da existência do baritenor, da alto, do contra-tenor... etc.

A Freqüência da Voz Humana

A mais baixa freqüência que pode dar a audibilidade a um ser humano é mais ou menos a de 20 hertz (vibrações por segundo), enquanto a mais alta se encontra entre 10 000 e 20 000 hertz, o que depende da idade do ouvinte (quanto mais idoso menores as freqüências máximas ouvidas). A freqüência comum de um piano é de 40 a 4000 hertz e a da voz humana se encontra entre 60 e 1300 hertz.

O recorde de voz mais alta, ou mais aguda, ou, no popular, mais fina, pertence a Georgia Brown, que possui o registro de aproximadamente 10 oitavas, o que e mais alto do que qualquer nota de piano.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Voz_humana