sexta-feira, 11 de junho de 2010

Guardem esse nome: Greyson Chance

Gostaria de compartilhar com vocês um super achado que recebi por e-mail.

Vocês já ouviram falar em Greyson Chance? Os vídeos dele estão bombando no Youtube, e são de altíssima qualidade musical. Ele é cantor, compositor e pianista extremamente talentoso. Mas o grande lance nisso tudo é que o garoto tem apenas 12 anos de idade, e apenas 3 anos de aulas de piano (e nunca teve aulas de canto).

Ele estourou no Youtube depois que postou na rede um vídeo de uma apresentação dele no festival da sua escola. Ele fez uma versão da música “Papparazzi” da Lady Gaga, e em poucos dias o vídeo tinha milhões de visualizações.

Vejam que performance!



Greyson Michael Chance nasceu dia 16 de agosto de 1997, em Wichita Falls, Texas, nos Estados Unidos. Ele tem duas composições próprias: “Stars” e “Broken Hearts” (que eu, particularmente, achei essa segunda música linda!).





A sua maior inspiração é, claro, Lady Gaga. Vejam a entrevista dele no programa The Ellen DeGeneres Show, onde conta sobre sua história e ainda teve a oportunidade de falar com a Lady Gaga pelo telefone.

Segue o link do vídeo:
(não consegui colocar aqui, a incorporação foi desativada pelo dono do vídeo, mas vocês podem ver no YouTube)

Essa garoto vai longe, não acham?

Beijos,
Adriana

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Minha Primeira Vez


Hoje eu acordei com uma música na cabeça. Mas não era nenhuma música que estou estudando, ensaiando, ou que toca nas rádios ou na novela... era a primeira música que cantei quando comecei a estudar canto, há apenas 2 anos.

Antes de falar sobre ela, quero contar uma breve história pessoal, pois acredito que muitos possam se identificar: de onde é que tirei a idéia de estudar música, e mais especificamente, começar a cantar.

Quando eu era criança, cantar, dançar e interpretar eram minhas brincadeiras favoritas. Depois vinha boneca, panelinha, pintar, joguinhos e etc. Nos vídeos de família que meu pai fazia quando eu tinha 4 anos de idade é fácil encontrar uma mini-Adriana com um microfone de brinquedo na mão, cantando e dançando ao som de Menudos, Angélica, e Toquinho.

No entanto, cresci com a idéia de que pra cantar, a pessoa tinha que ter o tal dom natural. Que a pessoa que tem o talento pra cantar teria uma voz de travesseiro, um timbre diferente, e que a afinação era algo intrínseco no âmago dessa pessoa tão sortuda. Logo, como eu não achava que era meu caso, pois quando eu cantava até cachorro fugia, achei então de bom senso investir em outros talentos artísticos. Fiz dança, fiz teatro, fui crescendo e essas coisas foram me dando alguns frutos profissionais: fui mestre de cerimônia num show de dança, apresentei uma matéria na MTV e até fiz ponta em novela. Mas, profissionalmente me descobri produtora, e quando a gente tem o sangue de produtor, é difícil fugir disso. Fiz Rádio e TV na faculdade e essa arte que vive dentro de mim virou hobbie.

Num estágio que fiz, eu operava câmera e editava os shows que tinham no Teatro Popular do SESI (da Av. Paulista) e todo ano tinha o festival de Jazz e Blues. Me apaixonei pela gaita blues, aquele som me arrepiava. Resolvi então que queria aprender a tocar, e daí conheci o CMB (Conservatório Musical Butantã).

Um belo dia, nos corredores da escola, eis que aparece a fada-madrinha Sônia Campus, que é a regente do coral da escola e professora de canto, e me convida pra participar do coral. Eu falo pra ela que não tenho nenhum dom pra isso, que cantar era um sonho, mas que eu não levava jeito, e ela me interrompeu. Disse algo assim: “Qualquer pessoa pode aprender a cantar. Cantar é como aprender um instrumento, precisa aprender e desenvolver a técnica, praticar, estudar... mas qualquer pessoa pode cantar.” Essa revelação foi um divisor de águas pra mim. Pode parecer bobagem, mas eu juro que não tinha passado pela minha cabeça de que cantar era algo possível de aprender.

Depois de dois anos que ela plantou essa semente (e visto que gaita é muito mais difícil de tocar do que parece), resolvi tomar coragem e resolvi fazer aula de canto. Sim, pois precisa de coragem. No meu ponto de vista se existe um “que” diferente na pessoa que canta em relação aos demais, não é afinação, timbre de voz, e técnica. É a coragem. Pois quando a gente canta, exploramos os nossos mais profundos sentimentos com o objetivo de mexer com os sentimentos do outro. É preciso muita coragem pra isso!

Bom, agora cheguei no ponto onde comecei esse post. Comecei a ter aulas de canto, mais especificamente em agosto/setembro de 2008. No mesmo bom e velho CMB (velho no bom sentido, a escola tem 25 anos de know-how), e conheci a Vanessa Nunes (cantora espetacular, divertidíssima, excelente professora e amiga). E a primeira música que estudei, por sugestão dela, foi “Canto de um Povo de um Lugar” de Caetano Veloso.



Segue abaixo letra e cifra de duas versões que encontrei (não sei se estão certinhas, pois eu não toco):


(Versão 1)


G D9/F# Em
Todo dia o sol se levanta
Em/D C D/C G C/G G
e a gente canta ao sol de todo dia
G D9/F# Em
Finda a tarde a terra cora
Em/D C D/C G C/G G
e a gente chora porque finda a tarde
G D9/F# Em
quando a noite a lua mansa
Em/D C D/C G C/G G
e a gente dança venerando a noite.


(Versão 2)


C G/B Am
Todo dia o sol levanta
Em F
E a gente canta
G C
O sol de todo dia
G/B Am
Fim da tarde a terra cora
Em F
E a gente chora
G C
Porque finda a tarde
G/B Am
Quando a noite a lua amansa
Em F
E a gente dança
G C
Venerando a noite



Fonte: http://www.cifraclub.com.br/caetano-veloso/canto-de-um-povo-de-um-lugar/

Essa música é ótima pra quem tá começando, porque ela tem uma melodia fácil. Nela você consegue treinar afinação, percepção do seu próprio instrumento vocal, memória auditiva, respiração, e altura (altura não é volume, é o que o músico entende por grave e agudo).

Depois de 3 meses que eu tinha começado a ter aulas, participei de um sarau no conservatório, que naquela ocasião consistia em uma rodinha de alunos de canto, cantando cada um uma música aos demais colegas. Cheguei lá tremendo da cabeça aos pés, mas ao mesmo tempo querendo muito cantar pela primeira vez. A professora me chamou, falou para os colegas que eu tinha só 3 meses de aula, e que eu ia cantar “Canto de um Povo de um Lugar”, e tive uma bela surpresa: todos reagiram super bem, porque eles também começaram cantando a mesma música. Então pedi que cantassem comigo, já que eu estava muito nervosa.

Cantamos. A energia foi indescritível. A troca dessa energia, emoção... se eu estava cantando bem ou não, isso é o de menos. Descobri que nunca mais quero parar de fazer isso. Haja o que houver, não quero nunca parar de cantar.

Essa música tem uma característica de canção de ninar, e com certeza vou cantar pro meu bebê, quando eu tiver um filho. E um dia vou contar a ele que foi com essa música a minha primeira vez com o canto.

Beijos,
Adriana

quarta-feira, 9 de junho de 2010

As músicas da Copa do Mundo África 2010

A COPA começa oficialmente nessa sexta-feira, mas a abertura dos jogos será amanhã, quinta, 10/06, às 15h (horário de Brasília). Eu, particularmente, AMO aberturas de jogos, sejam elas de Olimpíadas de Verão, Olimpíadas de Inverno, COPA, ou Jogos Pan-americanos. Pois é na cerimônia de abertura que o país sede tem a oportunidade de apresentar sua nação ao mundo de forma artística.

Tudo bem que nessas cerimônias a gente só vê a versão “maquiada” daquele país, porque obviamente só é apresentado o ponto de vista que interessa para atrair turistas, investidores, e tentam mudar alguma má impressão que as pessoas possam ter do país sede.

Mas deixando a politicagem de lado, costuma ser um show onde o evento apresenta a história, a cultura, a fauna/flora, a perspectiva de futuro e etc, do país sede, além de transmitir alguma mensagem que considera importante ao mundo (paz, consciência do aquecimento global, por exemplo), e reforçar a idéia de que o mundo todo está unido pelo esporte. Principalmente nas Olimpíadas, as cerimônias da COPA não costumam ser tão caprichadas. Tudo isso utilizando recursos tecnológicos (na última Olimpíada de Inverno, que foi em Vancouver, eles exploraram bem isso) e artísticos, dentre elas, lógico, a MÚSICA.

Considerado o maior espetáculo da história do continente africano, o evento será realizado no Estádio Orlando de Soweto e terá apresentações de grandes músicos de todo o mundo e dos principais artistas africanos e contará com a presença de craques do futebol de hoje e de antigamente, além de outras celebridades.

A FIFA e a Control Room, empresa produtora de eventos musicais internacionais, divulgaram os primeiros artistas que se apresentarão no concerto. Além de Shakira, estão listados Alicia Keys, Amadou & Mariam, Angélique Kidjo, Black Eyed Peas, BLK JKS, John Legend, Juanes, The Parlotones, Tinariwen, Vieux Farka Touré e Vusi Mahlasela. Mas não termina aí: outras estrelas ainda serão anunciadas, e estão guardando algumas surpresas a sete chaves.

Nesta edição da COPA do Mundo África 2010, a organização FIFA de futebol escolheu como música tema oficial, "Waka Waka" (Esto És África, em espanhol; This is África, em Inglês), que será apresentada na cerimônia de abertura pela cantora colombiana Shakira.




A música tema da patrocinadora Coca-Cola para o mundial deste ano é a remixada Wavin’ Flag (Bandeira Acenando, em português) do cantor somaliano naturalizado canadense K'naan. A música faz parte de seu terceiro álbum, Troubadour, mas a versão pra COPA sofreu adaptações. A música atualmente já está sendo interpretada em vários idiomas, uma delas é a versão que vocês podem conferir abaixo, onde o cantor gravou com o artista espanhol David Bisbal.



A letra, cifra e áudio/vídeo da música original de K’naan, você pode ver clicando aqui: http://www.cifraclub.com.br/knaan/waving-flag/

A música “Oh África” do cantor senegalês Akon interpretada juntamente com a cantora Keri Hilson, que com certeza você já ouviu nos comerciais da Pepsi, é outra canção temática que vamos ouvir muito nesse mês.



Agora que você conhece algumas das músicas temas da COPA, é só torcer pelo Brasil!!!!

Qual delas você gostou mais?

Beijos,
Adriana

P.S.: Não nomeei o post como “A Trilha Sonora da COPA”, pois acho que a verdadeira trilha sonora é a que será composta por milhares de vuvuzelas e torcedores cantando, gritando, e aplaudindo, em todo o mundo. =)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cantar em outras línguas

Existem muitas discussões na internet de qual a língua no mundo é mais fácil pra cantar, soa melhor aos ouvidos, encaixa melhor em determinado ritmo e etc.

Uns dizem que o italiano impulsiona a voz, outros que o inglês tem o som mais aberto, outros que o português tem mais ritmo, e blá-blá-blá. Não sou nenhuma especialista em lingüística, nem em fonoaudiologia, ou musicista profissional, mas tenho certeza em relação a duas coisas:

1) Cantar sem saber o significado do que está cantando deixa a interpretação vazia, sem sentimentos. Como você vai contar uma história, expressar uma emoção, ou passar uma energia sem ter a menor idéia do que está cantando?

2) Se você não sabe o básico daquela língua, os erros de pronúncia denunciam na mesma hora de que tem alguma coisa muito errada naquela música, por mais maravilhosa que seja a voz e afinação do cantor.

Mesmo que a pessoa pense “ah, mas aí eu vejo na internet a tradução daquela música, assim eu sei o significado dela e minha interpretação fica melhor”, eu ainda acho que é difícil para quem tá cantando, sentir adequadamente o que está dizendo. Pois captar a idéia geral da música é diferente de você sentir o significado e a verdade de cada palavra, o porquê dela estar alí no caso de composições poéticas mais complexas. Essa é a minha opinião.

Mas se você já passou essa etapa, você conhece a língua, está determinado a cantar, mas está inseguro quanto a pronúncia, descolei uma ferramenta na internet que pode te ajudar.

O site Text to Speech http://text-to-speech.imtranslator.net/ é um site de pronúncia muito útil. Nele você coloca a palavra que está em dúvida, ou até a letra inteira da música no box, clique em “say it” e ele lê pra você na pronuncia correta! E tem a possibilidade de várias línguas: inglês, francês, alemão, italiano, chinês, japonês, coreano, russo, espanhol e até português. É uma boa ferramenta pra colocar no “favoritos” do seu navegador.

Lendo fóruns de discussões sobre o tema, vi muita gente manifestando um certo “preconceito” ou criando resistência com relação a músicas em inglês, em função de – qualquer que seja o motivo – não gostar dos Estados Unidos. Queria só deixar claro pra essas pessoas que, primeiro, a língua inglesa não é exclusiva dos americanos, afinal é a língua falada também no Canadá, Inglaterra, Nova Zelândia, Austrália, alguns países na África, alguns lugares do Pacífico, totalizando 53 países no mundo em que ela é a língua oficial, ou segunda língua. Em segundo lugar, gostando ou não, é constatado que se você quer que sua música atinja um âmbito internacional é muito mais certo que isso aconteça se você compor a letra em inglês.

Antes que você dê um pulo da cadeira e prepare uma lista de músicas brasileiras conhecidas internacionalmente em português, lembre-se que a lista de músicas em inglês, italiano e espanhol que posso fazer pra retribuir a gentileza será quilométrica. Não estou dizendo que a música brasileira não é rica o suficiente pra tocar os corações de ouvintes de outros continentes, concordo que é muito o contrário, quando alguém ouve a nossa música logo se anima a querer aprender uns passinhos de samba, ou sente a emoção da música orquestrada como as de Heitor Villa-Lobos, além de que existem movimentos musicais como a Bossa Nova que foi criado aqui, repercutiu no mundo todo e é repetida a fórmula nos quatro cantos até hoje. O fato é que, comercialmente, atualmente, a PROBABILIDADE de uma música composta em inglês ter uma repercussão internacional, é maior. E a discussão que proponho aqui é única e exclusivamente a respeito da língua.

Mas se um cantor brasileiro se mete a cantar em inglês, a primeira coisa que o público brasileiro faz, quase que instintivamente, é torcer o nariz.

Quero saber a sua opinião sobre o tema. Poste seu comentário, vamos aprofundar o assunto, trocar figurinhas! Divulguem esse post!

Beijos
Adriana

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Esse tal de Flash Mob

O nosso blog/grupo/redes-sociais “Nós Voz Eles” foi criado com o intuito de ser um Flash Mob de canto. Mas por este termo ser relativamente novo para classificar um tipo de manifestação de arte, muita gente não sabe exatamente do que se trata o Flash Mob, como surgiu, e tudo o que abrange o movimento. Então, fiz uma pesquisa que acho relevante aos nossos leitores.

Ah, muita informação que encontrei falando a respeito de Flash Mobs como manifestações políticas eu nem considerei em postar aqui, pois nosso intuito é único e exclusivamente artístico.

Segue abaixo!

Beijos,
Adriana


Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.

Em outras palavras, os flash mobs são manifestações pacíficas feitas por grupos de pessoas, que combinam através de mensagens pela internet para irem a determinados lugares, efetuar alguma coisa de forma inusitada (dançar, gritar, pular amarelinha, recitar a tabela periódica, etc.), deixando todo mundo confuso, se dispersando depois de algum tempo, sem explicar nada a ninguém.

O Primeiro Flash Mob

O primeiro flash mob foi organizado via e-mail (com o endereço themobproject@yahoo.com, criado para este fim), pelo jornalista Bill Wasik, em Manhattan. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, "A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo" em um mob anônimo e sem liderança.

No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.

O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy's. Wasik e amigos distribuiram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.

Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja de departamento, reunindo-se em volta de um tapete caro. Qualquer um aproximado por um vendedor foi avisado a falar que as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de Nova York, que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.

Mobs Populares

Pillow Fight
http://www.pillowfightday.com/
A famosa guerra de travesseiros ganhou um novo formato quando passou a integrar o quadro de flash mobs. Nela, pessoas combinam pela Internet, um determinado local e horário e levam consigo seus travesseiros para guerrear com pessoas desconhecidas. O Pillow Fight, vem sendo praticado em várias cidades do mundo. Eu mesma presenciei, sem fazer a menor idéia do que se tratava, de um Pillow Fight em Toronto, quando estive lá no Canadá em maio de 2008. Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas, e tive muita vontade de ter um travesseiro a tiracolo pra participar.

Subway Party
Uma Subway Party (festa no metrô), nada mais é do que um grupo de pessoas que se juntam, no estilo flash mob, para promover festas dentro dos vagões dos trens metropolitanos de grande cidades como Nova Iorque. Combinado o dia e o horário, os participantes apenas aguardam que um determinado número de pessoas se reúna para que então todos entrem no vagão (geralmente o último) e troquem presentes, ouçam música, dancem, enfim, façam uma festa.

Existem dois tipos de Subway Party: a primeira ocorre na hora do rush e tem o objetivo de “descontrair as pessoas”. Porém ela é muito criticada por atrapalhar as pessoas que fazem uso do transporte público, causar atrasos e incomodar os usuários. A outra acontece no fim na noite e os participantes chegam até a decorar o vagão do trem para uma verdadeira festa, que algumas vezes pode até ser a comemoração de alguma data como o Halloween. Conforme o trem vai passando as estações o número de participantes também aumenta, já que as pessoas vão sendo convidadas a fazerem parte da festa.

Zombie Walk
http://www.zombiewalk.com.br/
Consiste em pessoas que se juntam para passar algum tempo caracterizadas como zumbis e agindo como tal, dispersando-se em seguida. Esta é outra forma de flash mob que está crescendo pelo mundo e atrai cada vez mais pessoas.

Improv Everywhere
http://improveverywhere.com/
O Improv Everywhere é um dos grupos mais famosos no meio dos flash mobs. Começou por acaso, sem o propósito de fazer flash mobs. Charlie Todd, o fundador, foi confundido com o cantor americano Ben Folds e mesmo desmentindo o desentendido, aceitou a insistência das pessoas que o confundiram e cantou para o grupo como se fosse o próprio cantor. A partir desse momento, Charlie percebeu que poderia criar eventos mobilizando pessoas, primeiramente utilizando sua rede de contatos, e assim vários flash mobs foram organizados pela Improv Everywhere. Um dos mais famosos é o Frozen Grand Central, realizado em Nova York que, no encontro de 200 pessoas, cronometradamente, fingiram estar congeladas e assim ficaram por um minuto, gerando uma enorme discussão.



Além desse flash mob organizado totalmente pela internet e sem pagar nada para os participantes, a Improv Everywhere já organizou flash mobs como o No Pants, o encontro de pessoas sem calças no Metrô (mesmo causando problemas com a polícia local) e O MP3 Experiment, no qual os participantes baixaram um mp3 e só ouviram no dia do encontro no parque. Nesse arquivo de áudio havia instruções para uma gincana, cujo objetivo era encontrar uma outra pessoa.

E claro que o Improv Everywhere também já fez um Flash Mob musical, como esse numa loja tipo “sacolão” onde vende frutas, surpreendendo a todos com um musical sobre “espremer as nossas futas”. (Vejam os depoimentos das pessoas no final da apresentação)



Popularização

A popularização do movimento deu-se principalmente pelo sucesso da internet. As pessoas gostaram de flash mob por ter um componente online, permitindo-as verem as comunidades virtuais manifestarem-se fisicamente e literalmente. A mídia ajudou a espalhar o flash mob, através da imprensa norte-americana com incessantes artigos, taxando-o como movimento.

Oprah Flash Mob Dance

No dia 10 de setembro o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. O grupo preparou uma surpresinha para ela ao tocar o grande hit I Gotta Feeling com uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão. Tudo começa com uma garota dançando sozinha na frente do palco, logo depois toda a multidão começa a fazer a mesma coreografia. Oprah (que não sabia de nada), ficou chocada com o que estava vendo, enquanto gravava tudo em seu celular. A apresentadora então gritou: "Isso é tão legal!! É a coisa mais legal que eu já vi...Chicago eu amo vocês!!!!!!" Durante a entrevista que o grupo deu após a apresentação, o lider do grupo Will.i.am contou que chamou 800 fãs para ajudar na coreografia, que depois foi passada para as mais de 20 mil pessoas presentes na hora. Sobre isso Will falou: "Eu não pensei que ia ser assim tão espetacular...Você fala sobre a participação da platéia, mas tudo foi além...Isso é tão incrivel...É a melhor apresentação que já fizemos!" A apresentação foi tão bem recebida nos EUA que após a exibição do programa, a música I Gotta Feeling que estava em 4º lugar no iTunes, voltou ao topo da parada da loja virtual, garantindo assim pelo menos mais uma semana no topo da Billboard Hot 100, onde a música já se encontrava em primeiro há 11 semanas.



+ Links

The Worldwide FlashMob Community: http://www.mashflob.com/

Flash Mob the Documentary: http://www.kablam.tv/flashmob/

Flash Mob em New York: http://www.flashmob.com/

Site inglês que fala sobre todos os Flash Mobs no mundo: http://www.flashmob.co.uk/

Vídeos de Flash Mobs: http://www.allflashmobs.com/

Flash Mobs no Brasil: http://www.mobrasilnews.com/blog/