segunda-feira, 12 de julho de 2010

Algumas considerações sobre o ato de cantar.

Quando falamos sobre os órgãos do corpo humano ligados ao canto (musculares, respiratórios, ressonadores etc.), fica tudo um pouco "teórico", abstrato demais, e de difícil visualização.

Para tentarmos entender, por exemplo, como são as "pregas vocais" (em geral chamadas de "cordas vocais"), por exemplo, pensemos no "freio" da língua (essa pele que segura a língua, debaixo dela). A sua formação/constituição é semelhante.

Por isso não podemos forçá-la (devemos "cantar sentindo como se não estivéssemos cantando", como diz o professor Moisés de La Peña)! É um órgão frágil, e por isso devemos nos concentrar totalmente em manter a garganta relaxada (esqueça-a ao cantar!) e nos focarmos na RESPIRAÇÃO.

Nesta, por sua vez, é fundamental que haja um EQUILÍBRIO DE FORÇAS entre os músculos inspiradores e os expiradores. A resultante de forças entre o ar expirado e o inspirado deve ser ZERO. Ou seja (calma, não se assuste, não se lembre das medonhas aulas de Física no colégio!!!), para necessidade de maior ar expelido (maior pressão), devemos utilizar maior APOIO (pressão nos músculos respiratórios).

Notas agudas exigem maior pressão de ar, portanto, é necessário que pressionemos mais então os músculos (diafragma, piramidal...) para obter esse resultado, e por aí vai.

Imaginemos uma lavadora "Vap (Vaporetto)": ela baseia-se na FORÇA, NA PRESSÁO da água, e não na quantidade.
É nesse resultado que devemos pensar: não devemos usar muito ar ao expirar durante o canto, mas sim pouco ar com muita PRESSÃO.

O bom cantor não é o que utiliza muito ar ao cantar, mas sim quem SABE USAR o ar.

E só chegaremos a esse resultado com muito treino! Afinal, estamos trabalhando com músculos, como o diafragma, o piramidal e outros (como nossos bíceps, tríceps são trabalhados em exercícios na academia), e é preciso dedicação e disciplina para conseguirmos que nos dêem a reposta desejada.


Exercícios respiratórios e vocalizes diários são a melhor opção, claro, sempre orientados por um professor de canto. Colocaremos em outro 'post' alguns exercícios.


Portanto, mãos à obra! Ou melhor, diafragma à obra!


Eduardo.